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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Brasil perde para Dinamarca, e farão a final no Domingo

O Brasil enfrentou a Dinamarca nesta quinta-feira, dia 15 de dezembro, no Pacaembu, já classificado para a final do Torneio Internacional Cidade de São Paulo. Antes do jogo da Seleção Brasileira, a Itália venceu o Chile por 6 a 0 e, por isso, a Dinamarca precisava apenas de um empate para chegar na decisão, mas não foi o que aconteceu. A seleção dinamarquesa derrotou o Brasil por 1 a 0.

Com a vitória, a Dinamarca possui a vantagem do empate na final do Torneio, que será neste domingo, dia 18, às 17 horas, no Pacaembu. O Brasil, portanto, tem que vencer para ser campeão.
A Dinamarca pressionou muito no primeiro tempo e deu trabalho à zaga brasileira. Mas a Seleção foi para a segunda etapa sem tomar gol. Já na metade complementar da partida, o Brasil chegou, inclusive, a pressionar em alguns momentos e por pouco não abriu o placar.
Aos 10 minutos do segundo tempo, Cristiane recebeu a bola de Marta e chutou para a goleira dinamarquesa, que fez uma bela defesa. Depois foi a vez de Thaisinha arriscar uma bomba de fora da área, mas a bola foi para fora.
A zagueira Erika ainda tentou um chute de fora da área, mas a goleira dinamarquesa defendeu. A Dinamarca teve uma boa chance, só que Andreia estava lá para fechar o gol brasileiro.
Aos 30 minutos da etapa complementar aconteceu o momento que definiu o jogo. A Dinamarca marcou o seu gol. Em cobrança do escanteio pela esquerda, a sobra foi de Nilsen. Dinamarca 1 a 0. Fim de jogo.
Brasil
Andréia Suntaque, Fabi, Aline Pellegrino (c), Bagé, Erika e Rosana; Fran (Debinha), Gabi (Thaisinha) e Ester; Cristiane e Marta.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ando: "O título mundial mudou tudo"

Desde 2010 que a jogadora de 29 anos está colocando as suas habilidades e gols a serviço do Duisburg e ela se sente muito bem no clube. "Tradicionalmente, joga-se um futebol mais forte na Alemanha", comentou Ando. "O país também proporciona organização, treinamento e formação exemplares para o desenvolvimento das jogadoras. Para quem quiser se desenvolver no esporte, a Alemanha é o lugar ideal."

Ando está tendo muito sucesso em gramados alemães. Logo no seu primeiro ano no Duisburg, ela ajudou a sua equipe a conquistar a Copa da Alemanha e a chegar até as semifinais da Liga das Campeãs da UEFA. Na temporada atual, ela quer mais títulos.
Sede de conquistas
"Ainda estamos disputando todos os torneios, embora muitas de nós não acreditassem nisso no começo da temporada", comentou Ando. "Mas continuamos sabendo qual a nossa qualidade. Agora, ainda podemos ser campeãs do Campeonato Alemão, da Copa da Alemanha ou no mínimo nos classificarmos para a Liga das Campeãs como segundas colocadas. Tenho certeza de que conseguiremos alcançar pelo menos um desses objetivos. E é claro que seria legal se conseguirmos conquistar um título também."
Essas pretensões podem até ser consideradas modestas se pensarmos que Ando conquistou o maior triunfo da sua carreira este ano. Afinal, ela foi campeã da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011 pela seleção japonesa justamente no país em que atua. "O momento em que recebemos as medalhas e o troféu permanecerão sempre inesquecíveis para mim", afirmou a jogadora. "Mas também não me esquecerei da grande vibração e da atmosfera nos estádios. Os espectadores alemães foram ótimos e apoiaram todas as equipes. Veladamente, eu já esperava que conquistaríamos uma medalha, mas o título — não, isso não!"
Depois da conquista do título mundial, pouca coisa mudou para ela no plano pessoal. A maior diferença foi o aumento do interesse da mídia e a grande honra que ela recebeu ao ser convidada para acompanhar o presidente da Alemanha, Christian Wulff, em viagem ao Japão. "Eu provavelmente não teria recebido o convite sem o título mundial", disse Ando. Outra coisa que mudou bastante foi a imagem do selecionado nipônico no seu país natal após o triunfo na Alemanha 2011.
O caráter japonês
"A mudança foi enorme", afirmou Ando. "Antes da Copa do Mundo, o interesse e até o nível de conhecimento no Japão eram muito pequenos. Mas desde a conquista do título tudo mudou. O interesse da mídia aumentou absurdamente, muitas garotas vêm aos jogos ou querem elas próprias começar a jogar. Antes do Mundial, um público de mil espectadores era considerado bom, enquanto hoje não é incomum partidas da liga japonesa diante de mais de dez mil torcedores e às vezes até 20 mil. É uma mudança de proporções gigantescas."
Além disso, também ficou claro que as japonesas têm um grande futuro pela frente depois que elas mostraram um rendimento impressionante no torneio classificatório para o Torneio Olímpico de Futebol Feminino Londres 2012. Na fase final das eliminatórias, disputadas entre os dias 1º e 11 de setembro de 2011 em Jinan, na China, o Japão conquistou quatro vitórias e um empate em cinco partidas. O único tropeço aconteceu contra a China, que só igualou o placar nos acréscimos. E a euforia para disputar as Olimpíadas também é grande.
"Certamente que estou muito ansiosa", comentou ela pensando em Londres 2012. "Qual atleta não tem como objetivo participar dos Jogos Olímpicos? E é óbvio que também queremos ganhar. A pressão e a expectativa no Japão se tornaram enormes depois do título mundial. Faz parte do caráter japonês pensar que é preciso ser sempre o primeiro."
Crescimento da concorrência
Os resultados relativamente magros na fase final das eliminatórias mostram também como está sendo grande o desenvolvimento do futebol feminino na Ásia nos últimos anos e como os outros países do continente estão evoluindo. "O futebol feminino na Ásia recebeu um impulso enorme nos últimos anos", declarou Ando. "Como sabemos, o Japão se tornou campeão mundial e se classificou juntamente com a Coreia do Norte para os Jogos Olímpicos. Esses são os resultados desse desenvolvimento. Também ajuda o fato de o nível do futebol feminino na Austrália ter melhorado muito, o que faz com que a concorrência cresça na nossa região."
No entanto, antes de voltar a defender o seu país em um torneio, Ando terá muitas importantes tarefas pela frente com o Duisburg. E as suas expectativas para o ano de 2012 são muito positivas. "Obviamente, quero permanecer sem contusões e contribuir para que a nossa equipe alcance um dos seus objetivos", comentou Ando, explicando o que espera para o ano que vem. "O Duisburg agora é a minha família e qualquer pessoa quer o bem da sua família. Além disso, sou muito grata pela forma amigável e cordial com que fui recebida aqui. Por isso, gostaria de agradecer a todos os responsáveis do Duisburg e da cidade, o que às vezes é um pouco difícil para eu fazer devido às barreiras linguísticas. Por isso, estou planejando pessoalmente para o ano novo me dedicar mais ao estudo da língua alemã, porque quero continuar a conhecer pessoas e fazer amigos na Alemanha e em Duisburg."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Com time de férias, Palmeiras recebe seleção italiana de futebol feminino

Enquanto o elenco profissional está de férias, o Palmeiras recebe a visita de uma seleção bem ligada às origens do clube. Desde segunda-feira, a seleção italiana de futebol feminino está treinando na Academia de Futebol para participar de um torneio disputado no estádio do Pacaembu, ao lado de Brasil, Chile e Dinamarca. A competição começa nesta quinta-feira.

O presidente Arnaldo Tirone e o vice Roberto Frizzo foram os responsáveis por receber a seleção italiana, que remete à própria história do Palmeiras – o clube se chamava Palestra Itália até 1942.
– Estamos bem satisfeitos e é sempre muito gratificante receber outras instituições. A Academia de Futebol possui uma estrutura fantástica e capaz de atender as necessidades de qualquer agremiação – afirmou Frizzo, ao site oficial do Palmeiras.
As jogadoras italianas posaram para fotos com camisas do Verdão. Em retribuição, Arnaldo Tirone recebeu um jogo de camisas da seleção estrangeira, entregues pela chefe da delegação, Martini Elide.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Akide: "O destino do futebol feminino africano é voar alto"

Mercy Akide, ex-jogadora e verdadeiro ícone da seleção da Nigéria, acredita que a África terá ao menos um representante entre os semifinalistas da próxima Copa do Mundo Feminina da FIFA, no Canadá em 2015.



Pioneira de trajetória inspiradora e que já esteve em três Mundiais da categoria, ela foi uma das participantes da conferência conjunta entre a FIFA e Confederação Africana de Futebol (CAF) sobre a Alemanha 2011. O evento, que aconteceu no último fim de semana em Johanesburgo, na África do Sul, foi uma grande celebração do futebol de mulheres no continente.
Este foi o primeiro de uma série de encontros sobre o tema entre a FIFA e as distintas confederações. O próximo, com a AFC, acontecerá em Kuala Lumpur, capital da Malásia, entre os dias 6 e 8 de dezembro. Também já estão marcados os encontros com a CONCACAF, entre 26 e 29 de janeiro de 2012, e com a UEFA, em março.
O programa da última conferência contou com uma apresentação sobre os principais fatores do êxito do Mundial da Alemanha, uma análise geral do torneio e painéis de debate sobre o futebol feminino na África, avanços técnicos e tendências atuais.
O encontro em Johanesburgo contou com a participação de muitos nomes ilustres da modalidade, incluindo Hiroyuji Horino, técnico assistente da seleção feminina japonesa, Eiji Ueda, diretor do comitê feminino da Federação Japonesa de Futebol, e Hope Powell, técnica da seleção feminina inglesa.
Akide, que era o principal destaque entre as várias representantes de peso do futebol feminino africano, disse que o evento contribuirá para aumentar o conhecimento e a qualificação dos treinadores e treinadoras na África. "Nesta conferência, aprendemos muito sobre as tendências em países de outros continentes. Isto é importante para nós", avaliou a ex-atleta.
África é o futuroCom a clara demonstração de competitividade da Nigéria e da Guiné Equatorial no Mundial da Alemanha e a semifinal alcançada pelas próprias nigerianas na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA, Akide prevê que uma seleção africana estará entre as quatro melhores no Canadá 2015.
"Acho que não estamos distantes (dos outros países)". "Tenho certeza de que uma seleção africana alcançará as semifinais da Copa do Mundo daqui a quatro anos. Vejam só a Guiné Equatorial, que saiu do nada para estar entre as potências do futebol feminino. E também há países como a Nigéria, Camarões e Gana. A África do Sul também está investindo muito em sua seleção feminina e logo terá uma equipe perigosa."
Apesar de o continente revelar muitas jogadoras de talento, nenhuma seleção da África conseguiu até hoje alcançar uma semifinal do principal torneio feminino. "Não sei por que ainda não ficamos entre as quatro primeiras colocadas ou mesmo alcançamos a final, porque temos atletas para isso", afirmou Akide, a primeira africana a jogar profissionalmente nos Estados Unidos. "Talvez tenhamos de parar por um momento e nos questionarmos sobre o que está atrapalhando o desenvolvimento de nosso futebol."
Akide disse também que as seleções africanas deveriam seguir o exemplo do Japão, cuja evolução contínua culminou no surpreendente título no último Mundial. "Muitos técnicos e técnicas no continente africano não estão desenvolvendo seu potencial por não terem o conhecimento necessário para chegar ao sucesso. Precisamos nos dedicar a ensiná-los. Temos jogadoras muito habilidosas, mas talvez devêssemos estudar o que as japonesas fizeram. Precisamos trabalhar nossas noções de técnica e de tática."
Fonte: Fifa

Behringer pronta para os próximos desafios

Após a eliminação precoce da seleção alemã na Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011, a decepção de torcedores e jogadoras continua grande mesmo depois de 138 dias da derrota contra o Japão nas quartas de final do torneio.

No entanto, pelo menos a jogadora da seleção alemã Melanie Behringer está pensando apenas no futuro. "Obviamente, eu havia imaginado a Copa do Mundo de forma diferente", afirmou ela em entrevista exclusiva ao FIFA.com. A eliminação precoce foi muito decepcionante e frustrante para todas nós. Mas o Mundial ficou para trás agora e estou olhando para o futuro. Não podemos mudar o que já passou. Acredito que o Japão mereceu ser campeão. Para mim, a Copa do Mundo já passou."
E os últimos resultados justificam a sua forma de pensar. Behringer e as companheiras venceram um amistoso contra a Suécia, terceira colocada no último Mundial Feminino, por 1 a 0 e uma partida pelas eliminatórias para a Eurocopa Feminina contra o Cazaquistão terminou em goleada recorde. A caminho do torneio continental em 2013, as garotas alemãs derrotaram as cazaques pelo impressionante placar de 17 a 0. A simpática meio-campista ficou ainda mais contente com a vitória, porque ela própria marcou um dos gols do jogo.
Desde 1996, a Alemanha não perde nenhuma partida válida pelas eliminatórias para a Eurocopa. No entanto, na opinião da jogadora de 26 anos isso não é motivo para subestimar os adversários do grupo (Espanha, Cazaquistão, Romênia, Suíça e Turquia), nem para achar que a classificação já está garantida. "Estamos satisfeitas com o nosso rendimento até aqui", afirmou Behringer ao FIFA.com. "Foi importante para nós vencer o primeiro jogo depois da Copa do Mundo. Conseguimos isso contra a Suécia e foi algo que me deixou contente. Mas poderá haver problemas para que nos classifiquemos para a Eurocopa. Nada vem de graça e a classificação não é algo certo. Precisamos nos concentrar para cada partida e temos de funcionar bem como equipe. Mas de fato somos favoritas no grupo e queremos mostrar isso. A nossa meta precisa ser vencer todas os jogos."
Sonhando com títulos
Na sua carreira, Behringer já se sagrou campeã mundial e europeia, mas ainda não teve o mesmo sucesso no Campeonato Alemão. Em 2008/09, o seu clube na época, o Bayern de Munique, ficou na segunda colocação. Na última temporada, ela repetiu o feito pelo Frankfurt, clube que passou a defender em julho de 2010. Atualmente, a sua equipe está na terceira colocação na Bundesliga Feminina, atrás de Turbine Potsdam e Duisburg.
"O nosso objetivo é chegar à final da Liga dos Campeões em Munique e à final da Copa da Alemanha em Colônia", comentou a jogadora. "Após a nossa derrota contra o Potsdam, conquistar o título se tornou uma meta muito difícil. Mas não perco as esperanças de que ainda podemos conseguir. Nunca venci a Bundesliga nem a Liga dos Campeões. Conquistar um desses títulos seria a realização de um sonho para mim."
Behringer descobriu o seu amor pelo futebol quando ainda era bastante jovem. Na sua juventude, ela atuava pelo SpVgg Utzenfeld antes de se transferir para o Hausen, em seguida para o Freiburg e por fim para o Bayern de Munique em 2008. "Eu cresci com quatro irmãos loucos por futebol e tínhamos um campo à nossa disposição a cem metros de casa, o que era maravilhoso", disse a alemã, explicando como foi o seu primeiro contato com o esporte. "Todos os dias depois do jardim de infância e, mais tarde, depois da escola, nos encontrávamos com os nossos vizinhos e jogávamos durante várias horas."
"O futebol feminino está no caminho certo"
Aos 26 anos, ela é sem dúvidas uma das atletas mais experientes do elenco da seleção alemã e também do FFC Frankfurt. E apesar de ser jovem, Behringer já teve uma grande carreira futebolística, vivenciando de perto a evolução do futebol feminino dos últimos anos.
"O futebol feminino passou por uma evolução incrível", avalia a meio-campista. "Não apenas na Alemanha, mas também no exterior. As mulheres se tornaram melhores não apenas física e tecnicamente, mas no aspecto tático as equipes também estão cada vez melhores. Além disso, cada vez mais jogadoras estão praticando o futebol como uma profissão e não precisam mais ter trabalhos paralelos. Isso permite que elas se concentrem 100% no futebol, o que obviamente aumenta a qualidade das equipes. Acredito que o futebol feminino está no caminho certo."
De fato, se pensarmos na alta qualidade apresentada pelas seleções na Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011, fica claro que o futebol feminino realmente está cada vez melhor.
Fonte: Fifa

sábado, 1 de outubro de 2011

Setembro no futebol feminino

Os principais acontecimentos de um setembro agitado no futebol feminino, com a definição das vagas olímpicas na Ásia e na África, as surpresas nas eliminatórias para a Eurocopa 2013, uma nova atuação brilhante de Abby Wambach com a seleção americana e a consagração das campeãs na Coreia do Sul e na Inglaterra.



ClubesTrio dispara na Alemanha
Com quatro rodadas disputadas na Bundesliga Feminina, três nomes familiares já travam duelo acirrado no topo da tabela. Duisburg, Frankfurt e Turbine Potsdam se mantêm com 100% de aproveitamento, e enquanto os dois últimos ainda não foram vazados na competição, o primeiro aparece na liderança por ter marcado mais gols. O Turbine busca o quarto título nacional seguido e também está de olho no troféu continental, tendo iniciado a campanha na Liga das Campeãs da Europa com goleada de 6 a 0 sobre o Thor na Islândia. Já o Frankfurt não encontrou a mesma facilidade nesta fase do torneio, que conta com 16 vagas para 32 times. Para seguir sonhando, o clube tricampeão europeu vai precisar reverter a surpreendente derrota por 1 a 0 no jogo de ida contra as norueguesas do Stabaek.
Coreia do Sul se rende ao Goyang 
O Campeonato Sul-Coreano Feminino chegou ao fim com a taça nas mãos do Goyang Daekyo, que venceu o Hyundai Steel em um play-off emocionante na quarta-feira. Depois de dominar a classificação na temporada regular, o time encerrou a sua campanha derrotando por 3 a 1 fora de casa o vice-líder Hyundai, que havia segurado um 2 a 2 no primeiro jogo da decisão. Cha Yun-Hee foi eleita a melhor jogadora da final, tendo dado o passe para Yoo Han-Byul abrir o placar antes de anotar ela mesma o segundo do Goyang. A brasileira Pretinha, artilheira do campeonato com 18 gols em 19 jogos, fechou a contagem. Esse é o segundo título do Goyang, após o triunfo na edição inaugural da liga em 2009. O Hyundai, por sua vez, foi vice-campeão pelo terceiro ano consecutivo.
Garotas do Arsenal selam hegemonia
O domínio do Arsenal nas principais competições da Inglaterra se consolidou no domingo com a vitória de 4 a 1 sobre o Birmingham na decisão da Copa Continental. Este foi o terceiro título das gunners na temporada. A estrela inglesa Rachel Yankey  marcou dois gols no passeio das campeãs da liga e da copa nacional diante do Birmingham, que já havia terminado atrás do clube de Londres neste primeiro ano do novo Campeonato Inglês Feminino.


SeleçõesLondres está chamando
O Torneio Olímpico de Futebol Feminino dos Jogos de Londres 2012 segue tomando forma. Nas últimas semanas, japonesas, norte-coreanas e sul-africanas garantiram presença na competição do ano que vem. Na Ásia, as atuais campeãs mundiais corresponderam às expectativas ao terminarem na primeira colocação do torneio disputado por seis países. Enquanto isso, a Coreia do Norte mostrou ter deixado para trás a campanha decepcionante na Alemanha 2011 levando a melhor sobre Austrália, China, Coreia do Sul e Tailândia. Já a África do Sul se classificou às Olimpíadas pela primeira vez na sua história ao fazer 4 a 1 na soma dos placares contra a Etiópia. Quem representará a África ao lado da Banyana Banyana serão as camaronesas ou as nigerianas. A Nigéria abriu vantagem de 2 a 1 antes do confronto decisivo marcado para 22 de outubro.
Wambach brilha em clássico regional 
As preocupações com a eventual reação das americanas após a amarga derrota na final da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011 foram dissipadas já nas primeiras apresentações da equipe comandada por Pia Sundhage desde o torneio na Alemanha. Abby Wambach foi a grande estrela dos dois jogos disputados em setembro contra as arquirrivais do Canadá, garantindo o empate em 1 a 1 no Kansas e balançando a rede duas vezes na tranquila vitória por 3 a 0 em Portland. Na partida em Portland, aliás, as 18.570 pessoas que praticamente lotaram o estádio viram a atacante de 31 anos chegar a 125 gols com a camisa da seleção, cinco a menos que a marca final da ex-jogadora Kristine Lilly. No entanto, ainda faltam 33 para Wambach igualar o recorde nacional pertencente a Mia Hamm. A atacante Alex Morgan foi a autora do outro tento dos Estados Unidos, que agora está há 54 jogos sem perder como mandante.
Surpresas no caminho para a Suécia
Embora esteja nos seus estágios iniciais, a competição classificatória para a Euro Feminina 2013, que acontecerá na Suécia, já registra algumas zebras, como os tropeços de Inglaterra e Noruega. A técnica da seleção inglesa, Hope Powell, culpou o "futebol desleixado" pelos pontos desperdiçados no empate em 2 a 2 com a Sérvia fora de casa. Mas golpe ainda mais duro sofreram as norueguesas, que caíram por 3 a 1 diante da Islândia, líder do Grupo 3. Já a Alemanha, que decepcionou na Copa do Mundo Feminina da FIFA que sediou em junho e julho, deu a volta por cima derrotando a Suíça por 4 a 1. Fatmire Bajramaj marcou dois gols na partida, acalmando os nervos das atuais campeãs europeias.
Trocas de comando
O mês de setembro trouxe caras novas aos bancos de muitas seleções ao redor do globo. A novidade que mais chamou a atenção foi a transferência de John Herdman da Nova Zelândia para o Canadá. O técnico inglês classificou as neozelandesas para duas edições da Copa do Mundo da FIFA e para os Jogos Olímpicos de 2008, além de ter conquistado dois títulos continentais. Agora, vai encarar o desafio de buscar o troféu mais cobiçado do futebol feminino com as anfitriãs do Mundial de 2015. "Pessoal e profissionalmente, é emocionante treinar uma equipe que tem potencial para vencer a Copa do Mundo no seu próprio país", declarou Herdman ao aceitar o convite para substituir a italiana Carolina Morace na seleção canadense. Quem assumirá o comando da Nova Zelândia é o antigo auxiliar do treinador britânico, Tony Readings, que também dirige o selecionado sub-20 do país e acumulará as duas funções.
Fonte: FIFA.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sinclair lidera futebol feminino canadense no Pan e busca pódio


Convocada para os Jogos Pan-Americanos, a atacante Christine Sinclair será a líder da equipe de futebol feminino do Canadá em Guadalajara. A equipe terá uma mistura de jogadoras experientes e novatas e pretende melhorar o desempenho do país no Pan do Rio de Janeiro, quando ficou com a medalha de bronze.

Sinclair, de 28 anos, é uma das únicas jogadoras com experiência em Pans. A atleta marcou oito gols em seis jogos no Rio 2007 e foi uma das principais jogadoras na conquista do bronze. O Canadá está no mesmo grupo que Costa Rica, Argentina e Brasil.
Apesar de acreditar que não faltará espírito competitivo canadense no Pan, o técnico da seleção canadense, John Herdman, o principal objetivo da equipe em Guadalajara será ganhar experiência e seguir confiante para o qualificatório da Olimpíada de Londres 2012.
Para o Pan, Herdman está confiante na equipe canadense escalada, no entanto apontou Brasil e México como os favoritos a ouro.
A equipe do Canadá não é a mesma da Copa do Mundo realizada na Alemanha, em julho deste ano. Na ocasião, o país não conquistou nenhuma vitória e passou pela saída da treinadora Carolina Morace. Seis jogadoras que participaram da competição ficaram de fora do Pan.
Fonte: Terra.com

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Suécia de olho em Londres


Há um bom tempo que a bola voltou a rolar na Bundesliga Feminina. O pontapé inicial do Campeonato Alemão aconteceu exatamente cinco semanas após a final da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011. Várias jogadoras que disputaram o Mundial atuam em clubes alemães. Sara Thunebro é uma delas.

Com uma medalha de bronze no bolso, a sueca retornou para o FFC Frankfurt, clube que ela defende desde 2009. "Sempre soube que a Suécia tem uma seleção forte", afirmou. "Claro que uma equipe precisa de um pouco de sorte durante um torneio, todas as jogadoras precisam dar o melhor de si, mas sempre acreditei que poderíamos ter sucesso." Com tanta confiança, a lateral esquerda de 32 anos quer dar o próximo passo.
A Alemanha 2011 foi a segunda Copa do Mundo Feminina da FIFA que Thunebro disputou, e ela tem memórias especiais do torneio. "Para mim, a Copa do Mundo na Alemanha foi algo especial, porque o país é praticamente a minha segunda pátria", explicou a jogadora. "A forma como a Alemanha organizou o torneio foi impressionante. Os estádios estavam completamente cheios em todos os jogos e tudo correu perfeitamente bem também fora dos estádios. Não acredito que haverá outra Copa do Mundo assim no futuro. Foi simplesmente a melhor."
No entanto, nem todas as lembranças são positivas. "A derrota contra o Japão ficará para sempre no meu coração", comentou Thunebro. "Não se trata tanto da derrota, e sim da forma como perdemos. Naquele jogo, simplesmente tudo deu errado e contra nós." O fato de a Suécia ter sido derrotada pela seleção que acabou ficando com o título foi uma das surpresas da Copa do Mundo Feminina da FIFA na opinião da lateral esquerda. "As japonesas fizeram uma campanha realmente boa. Antes do torneio, eu não diria que o Japão poderia ser campeão mundial. O fato de a Alemanha não ter ficado no torneio por mais tempo também me surpreendeu muito." Certamente, muitas pessoas concordam com essa declaração.
Desde a sua estreia com a camisa da seleção, muita coisa aconteceu no futebol feminino sueco. "A nossa seleção sempre foi boa", analisou Thunebro. "Mas tivemos alguns anos em que algumas jogadoras realmente boas se aposentaram da seleção e novas atletas precisaram ser integradas à equipe. Elas se desenvolveram muito bem com o passar do tempo. Hoje, estamos nos sentindo muito fortes e acredito que em dois ou três anos teremos uma seleção ainda mais forte."
Euforia com a Euro 2013
De fato, a Suécia certamente estará entre as principais favoritas nos próximos torneios que disputar. A começar pelas Olimpíadas de Londres 2012, já que as suecas garantiram vaga na competição graças ao seu excelente desempenho na Copa do Mundo Feminina da FIFA. "Quando um torneio se inicia, todas as equipes têm chances de ganhar", comentou a jogadora. "Se conseguirmos desenvolver um pouco mais o nosso espírito de equipe dentro de campo, acredito que podemos ir bem nas Olimpíadas. É difícil dizer como será o ano que  vem, mas acredito no meu país e na minha seleção."
Outro fato que deixa Thunebro ainda mais motivada para dar o seu melhor em campo é que um ano depois das Olimpíadas será disputada na Suécia a Eurocopa Feminina. "É simplesmente incrível que um torneio dessa magnitude seja organizado por um país pequeno como a Suécia", afirmou ela. "Estou realmente feliz com isso. Isso facilita para eu conseguir cumprir o meu objetivo de jogar pela seleção por mais dois anos. Eu gostaria muito de jogar no meu país e espero que consigamos fazer um trabalho tão bom quanto a Alemanha fez na Copa do Mundo."
Objetivo: o título
Até lá, no entanto, Thunebro também tem metas a cumprir pelo Frankfurt. O clube tricampeão da Liga das Campeãs da UEFA e heptacampeão alemão quer mais títulos nesta temporada. A equipe está disputando três competições ao mesmo tempo: Campeonato Alemão, Copa da Alemanha e Liga das Campeãs.
"Temos um time muito bom", afirmou Thunebro. "No ano passado, ficamos em segundo, mas agora queremos fazer melhor. Seria tolo dizer que queremos algo que não seja o título." Além disso, a jogadora também afirmou esperar que o clima da Copa do Mundo Feminina da FIFA sirva para impulsionar ainda mais a Bundesliga Feminina. "Espero que possamos sentir um pouco da euforia também no Campeonato Alemão."
No entanto, a jogadora sueca perdeu uma importante companheira para a temporada atual: Birgit Prinz. "Estou triste por ter precisado me separar de uma boa amiga minha na equipe", afirmou Thunebro sobre a atleta que foi três vezes eleita a Jogadora do Ano da FIFA. "Mas eu apoio a decisão dela tanto como amiga quanto como colega de equipe e fico feliz que ela tenha conseguido se decidir. Acredito que ela relutou muito para tomar a decisão." A lateral esquerda certamente não será a única que sentirá a falta da craque alemã.
Fonte: fifa.com

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Japão e Coreia do Norte garantidos em Londres 2012


Após 11 dias de disputas intensas e muito acirradas, Japão e Coreia do Norte levaram a melhor e ficaram com as duas vagas do continente asiático para o próximo Torneio Olímpico de Futebol Feminino. Os dois países fizeram campanhas completamente opostas na Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011, mas foram as duas melhores no torneio de seis nações que se encerrou no domingo. Apenas seis semanas após terem se sagrado campeãs mundiais em Frankfurt, as japonesas conseguiram com sucesso redirecionar as suas energias, apesar do status recentemente adquirido de heroínas nacionais.


Os preparativos da Coreia do Norte para o torneio classificatório disputado na cidade de Jinan, na China, foram bem diferentes dos do Japão, mas tão eficaz quanto. As norte-coreanas foram eliminadas precocemente na Alemanha 2011, com apenas um ponto em três partidas na fase de grupos. No entanto, a equipe se acostumou com o sucesso na Ásia ao longo da última década e mostrou muita determinação para se recuperar e ficar com a segunda colocação, pouco à frente da Austrália, seguida de China, Coreia do Sul e Tailândia. As dez partidas do torneio que não envolveram a lanterna Tailância
 terminaram em vitórias por apenas um gol de vantagem ou em empate, mostrando mais uma vez que o futebol feminino asiático está cada vez mais competitivo.



Campeãs confirmam a sua categoria
Apesar da disputa intensa no torneio, o Japão conseguiu provar por que é o atual campeão mundial. O selecionado nipônico venceu quatro de cinco partidas e só não fez uma campanha perfeita porque sofreu o gol de empate nos acréscimos do jogo contra a Coreia do Norte.
O Japão contou com praticamente todas as atletas que venceram a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011, incluindo a ganhadora da Bola de Ouro adidas, Homare Sawa. No entanto, ao contrário da Alemanha 2011, quando as japonesas não cansaram de balançar as redes, desta vez elas marcaram apenas oito gols. Duas das jogadoras marcaram dois tentos cada: a zagueira Asuna Tanaka e Nahomi Kawasumi, heroína da vitória contra a Suécia nas semifinais do Mundial Feminino.
A determinação do Japão ficou evidente na rodada final, em que, mesmo com a classificação garantida com uma partida de antecedência, as japonesas trabalharam muito para derrotarem as anfitriãs por 1 a 0. "Ficamos sob pressão, mas conseguimos prevalecer graças à solidariedade da equipe", afirmou a meio-campista Aya Miyama, que chegou a cem jogos com a camisa do seu país durante o torneio. "Espero que possamos continuar a evoluir mesmo quando estivermos jogando pelos nossos clubes."
A Coreia do Norte, tricampeã asiática, garantiu a sua segunda participação consecutiva nos Jogos Olímpicos com uma vantagem de dois pontos em relação à Austrália, terceira colocada. O confronto decisivo foi a primeira partida do torneio, quando as norte-coreanas venceram as australianas, atuais campeãs continentais. O jogo terminou em 1 a 0 com um gol de Kim Su-Gyong.

Vitórias apertadas
O triunfo da Coreia do Norte deixou as australianas de fora das Olimpíadas pela segunda vez consecutiva. A derrota contra as sua algozes e a derrota por 1 a 0 contra o Japão foram golpes fatais, apesar de a Austrália ter se recuperado e vencido China e Coreia do Sul. As "matildas" também foram prejudicadas com várias atletas contundidas. Na última partida do torneio, por exemplo, três jogadoras do país que atuam na Alemanha não entraram em campo: Catlin Foord, Kyah Simon and Sally Shipard.
Já a China entrou no torneio querendo provar que a sua ausência na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011 foi um mero acidente. No entanto, apesar de um bom empate com a Coreia do Norte, o torneio terminou em decepção para as anfitriãs, que marcaram apenas dois gols — ambos na sua única vitória, contra a Tailândia.
Apesar de ter terminado na penúltima colocação, a seleção da Coreia do Sul continua a mostrar uma evolução muito rápida. O sucesso dos últimos anos nas categorias de base está começando a se traduzir em um bom desempenho na seleção principal. Após vencerem a Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA e alcançarem as semifinais da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA em 2010, as sul-coreanas mostraram em Jinan uma confiança correspondente ao seus feitos recentes. Lideradas pela habilidosa Ji So-Yun, que balançou as redes na derrota por 2 a 1 contra o Japão, as garotas da Coreia do Sul  parecem ter plena capacidade de voltarem a disputar o Mundial Feminino daqui a quatro anos — coisa que não acontece desde 2003.
"A Coreia do Sul foi a equipe mais azarada do torneio", afirmou Tom Sermanni, o experiente técnico da Austrália. "As sul-coreanas poderiam facilmente ter vencido todos os seus jogos e certamente são a seleção que mais se desenvolveu nos últimos anos."
Fonte: FIFA.com